O importante era manter-me activa e de bem com a vida! Assim, aliada ao yoga fazia caminhadas à noite com a minha mãe e/ou com a Dayse (ex-namorada do meu irmão e minha amiga). Nesta altura não tinha insónias nem pensava em “porcaria”.
Adoro Jim Dungo e tive a oportunidade de ir vê-los e ouvi-los à Semana Académica em Leiria com uns amigos.
As minhas saídas à noite que apesar de poucas já eram algumas, consistiam em idas ao cinema e ida ao café Rotunda na Praia do Pedrogão com amigas onde podíamos conversar e cantar no karaoke. As noites eram super calmas mas muito, muito animadas. Fizemos daquele sítio o nosso ponto de encontro porque não havia gente conhecida, estávamos super à vontade e quem quisesse estar connosco sabia onde nos encontrar. As sextas e Sábados à noite eram… únicas!
Em Maio fui convidada pelo meu primo e pela namorada a ir a Coimbra à Semana Académica e a ficar hospedada na casa deles que ficava… nos Covões, perto do hospital. Engraçado! Fui no Sábado para ver os Deolinda e Morcheeba. Não foi pelos grupos de música mas sim pelo convívio e ainda bem que fui! Reencontrei uma enfermeira estagiária quando estava a comprar o bilhete à tarde e à noite no recinto reencontrei uma prima e vários amigos, alguns já não os via há algum tempo. Também conheci gente nova e muito porreira, amigos e amigas do meu primo e da namorada. Vivemos momentos muito engraçados e hilariantes no final dessa noite. Depois desta ida e estadia em casa do meu primo, fiquei com uma ideia e sentimento diferente em relação aos Covões e às idas ao hospital já não tinham em mim aquela carga tão negativa. Nada acontece ao acaso!
A vida continuava e as consultas no hospital também! Estava tudo bem comigo, o organismo estava a recuperar lentamente. Os glóbulos brancos estavam em baixo e tinha anemia. A minha alimentação tinha de ser (ainda mais) reforçada em fruta e legumes e recomecei a tomar ferro à hora de almoço com sumo natural de laranja (ajuda à absorção do ferro nos alimentos).
Foi nesta altura que me informaram da existência do sumo de mangostão. Depois de me informar do que era e dos seus benefícios comecei a tomar um copo de café de plástico antes do pequeno-almoço e almoço. A fruta do mangostão tem uma série de benefícios para os diversos sistemas do corpo humano. É um anti-inflamatório natural e um antioxidante muito poderoso da natureza por possuir mais de 40 xantonas diferentes. As Xantonas são importantes, fitonutrinentes com poderosas propriedades antioxidantes. Foram comprovadas nas xantonas, actividades anti-microbiana, anti-fúngica e anti-retroviral bem como, propriedades anti-hipertensivas, anti-diabéticas, anti-inflamatórias, anti-maláricas e anti-tumorais.
Anti-tumoral, era tudo o que me interessava ouvir e tomei o sumo de mangostão com a esperança que me curasse e ajudasse a não sofrer mais. Mesmo que os resultados não fossem os que eu esperava, pelo menos surtia em mim o efeito placebo, ou seja, psicologicamente eu sentia-me bem por me encontrar a beber o sumo. Se fazia efeito ou não, não sei! Eu acredito que sim! E é assim mesmo!
“Enquanto há vida há esperança!”


















